05/12/2009

Encontro de ex-alunos do Pio XIII

Estudei no Colégio Estadual Pio XII entre os anos 72 e74 - no ginásio, e, depois, em 78, quando concluí o científico. Foram anos felizes ao lado de pessoas tão queridas. Estudávamos muito, disputávamos acirrados campeonatos de futebol e curtíamos muito as reuniões dançantes nos finais de semana, sempre na casa ou garagem de alguém. Época dos Bailes dos Magrinhos, no Sava Clube e dos Bailes da Pesada no Petrópolis TC. Havíam bailes de debutantes, onde os meninos vestiam smoke e as meninas longos vestidos brancos e salto alto. Éramos felizes apesar de vivermos num Brasil tão perigoso e hostil. A violência do estado não conseguiu acabar com nossos sonhos. Éramos ingênuos, muito carinhosos e solidários uns com os outros.

Ontem à noite, 04/12, eu participei de um jantar que reuniu parte desta gente. Encontrei pessoas queridas (Soraya, Sandra, Roselena, Gisele, Rejane e um montão de gente), soube de outras criaturas que não estavam mas foram importantes em minha vida e que pretendo rever nos próximos encontros. Pessoal, fiquei muito emocionado em revê-los. Me senti com 16 anos novamente.











04/12/2009

Frank Zappa

"A mente é como um pára-quedas. Só funciona se abri-lo";



18/11/2009

Fábula


O homem do cachorro quente

Era uma vez um homem que tinha uma carrocinha de cachorro quente na beira de uma estrada e, à medida em que o movimento da estrada aumentava, ele aumentava a venda de cachorro quente. O tempo foi passando e ele foi crescendo. Botou uma plaquinha aqui, outra ali. Botou um treiller, contratou um 'chapista', e - um dia, vendo seu filho formado na faculdade, convidou-o para trabalhar com êle, aumentar o negócio, incrementá-lo. Botar outdoor, contratar mais gente, progredir.

O filho disse: "- Tá louco, pai. Tu não te informa? O mundo está numa crise maluca. Tem recessão, desemprego, banco quebrando. Qualquer dia não terás mais ninguém prá comprar teu cachorro quente."

O pai, então, assustado com as previsões do filho recém formado, resolveu mudar as coisas. Dispensou empregados, tirou as plaquinhas da beira da estrada, reduziu pela metade a compra de pão e de salsichas.

Depois de um tempo, quebrado, concluiu: "- Este meu filho é medonho de bom. Como é sabido. E não é que ele previu esta crise horrorosa? Que crise! Que recessão!"

24/06/2009

Esta fábula é bastante antiguinha, mas muito atual.
É uma contribuição para reflexão.


Fabulosa Fábula Feliz !

Era uma vez......
Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões. A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora laser.
Assim, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava e o cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada. A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja,uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um poderoso relatório, com vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa". Imediatamente a formiga foi demitida, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida e não conseguia mais produzir como antes.

22/06/2009

Homenagem à Profa. Eglê

Na semana da reabertura deste blog aconteceu o falecimento da minha mãe, a Profa. Eglê. Então, o blog ficou uns dias 'fora do ar', com as forças voltadas para as decorrências da perda.

A retomada dos escritos começa com a comunicação do falecimento e o agradecimento à todas as pessoas que estiveram conosco nos dias difíceis.

Abaixo, a comunicação oficial:

Comunicamos às pessoas amigas que no dia 07/Junho/09 faleceu nossa mãe, a Profa. Eglê Terezinha Manssur Anflor.

Aos 69 anos e cinco meses de idade, ela foi muito valente na luta que travou nos últimos seis anos contras os males decorrentes da Hepatite 'C', que contraiu em uma cirurgia nos anos 70, quando ainda não havia controle sobre os bancos de sangue. Em seus últimos momentos a luta foi contra o câncer no fígado.

Nossa mãe era Professora aposentada, formada em História pela FAPA e artes e técnicas pelo PREMEM. Pós-graduada em educação e antropologia, este último com mestrado. Desenvolveu método de alfabetização de cegos através de mapas com relêvos interativos e, na década de 80, em pesquisa de campo junto aos índios na amazônia, sobreviveu a um acidente aéreo.

Além de mãe e educadora, fez parte da imensa massa que resistiu à ditadura militar, militando no CEPERS/SINDICATO, no MDB (e depois PMDB) e - desde o final dos anos 80, no Partido dos Trabalhadores.

Eu, meu irmão Henrique, meu sobrinho Ícaro e meus filhos Rafaela e Lorenzo, agradecemos a atenção de amigas e amigos sempre presentes em todos estes momentos e aproveitamos para cumprimentar e agradecer os esforços das equipes médicas e de enfermagem do Hospital Moinhos de Ventos, bem como dos serviços do Home Care da Unimed.

Teremos muitas saudades dela. Seu exemplo de vida e luta, sua coragem e caráter, serão modelos que iremos seguir em nossas vidas e carreiras.


27/05/2009

Metáfora da Semana


Montando Cavalo Morto
(autor desconhecido)

Os índios da tribo Dakota passam de geração a geração o seguinte ensinamento: “Quando você descobre que está montando um cavalo morto, a melhor estratégia é desmontar”.

Nas organizações públicas ou privadas, muitas pessoas se recusam a desmontar do cavalo morto e continuam a usar práticas e manter idéias que se tornaram obsoletas e contraproducentes.

E estas pessoa trocam os cavaleiros. Ameaçam o cavalo com castigos e demissão. Compram um chicote mais forte e esporas mais afiadas. Criam um comitê para estudar o cavalo. Dizem coisas como: “Esta é a maneira como sempre montamos este cavalo”. Visitam outros países para ver como eles montam cavalos mortos. Criam um curso para desenvolver habilidades de equitação. Contratam terceiros para montar o cavalo. Contratam um consultor para motivar o cavalo morto. Instalam um sistema que faz cavalos mortos correrem mais rápido. Declaram que cavalo morto é melhor, mais rápido e (principalmente) mais barato. Formam um comitê para pesquisar usos para cavalos mortos. Revisam os requisitos de desempenho para cavalos mortos. Designam um Six Sigma Black Belt para ressuscitar o cavalo. Mudam os requisitos operacionais e declaram: “Este cavalo não está morto”. Incluem no orçamento uma verba para melhorar o desempenho do cavalo. Atrelam vários cavalos mortos para aumentar a velocidade. Promovem o cavalo morto a gerente.

Aqui no Rio Grande do Sul, costumamos dizer que as oportunidades – por vezes, surgem através de cavalos encilhados que passam diante de nós e dificilmente voltam uma segunda vez. Para aproveitá-las é necessário abandonar a comodidade e a segurança dos cavalos mortos, ou seja, da inércia.

Bill Gates e Steve Jobs não teriam aberto os caminhos para a popularização do PC se não se libertassem da mentalidade dominante de main frames e sistemas operacionais cada vez mais complexos e pesados. Talvez o Presidente Lula nunca tivesse saído da fábrica onde conseguiu ser torneiro mecânico, nos anos 70.

Atitude, um novo olhar sobre determinadas situações, valores... formas diversas de comportamento diante de novas oportunidades e desafios. Crises são mais do que ameaças. Podem conter oportunidades. Depende muito de como são encaradas e como podem tornar-se sólidas perspectivas no horizonte das pessoas e das instituições.