19/08/2014

Federico García Lorca

Após a eclosão da Guerra Civil Espanhola, o poeta e dramaturgo Federico García Lorca sai de Madrid e dirige-se para Granada, onde, supostamente, estaria mais protegido da implacável perseguição que lhe é imposta pelos reacionários e conservadores. Lorca era inimigo dos fascistas que tentavam um golpe de estado e, além disto, numa Espanha católica, sua homossexualidade não era bem vista. Vítima de denúncia anônima, Lorca é sequestrado num dos famosos “paseos”” promovidos pelos fascistas, já no início da guerra civil. Foi preso e assassinado, e  seu corpo jogado numa vala comum em Sierra Nevada.

Em 16 de julho de 1936, Lorca foi à Granada ver a impressão de seu novo livro de poesias ‘Diván del Tamarit’ pela Universidade local. Em 17 de julho, estoura o movimento militar-falangista contra a República e uma das primeiras notícias trágicas a abalar o mundo é a morte de Federico García Lorca. O General Franco, à frente dos fascistas, dava início à sangrenta guerra civil espanhola. 


Apesar de nunca ter sido comunista - mas um socialista convicto que havia se posicionado em defesa da República - Lorca, então com 38 anos, foi denunciado por um deputado católico direitista, por ódio ou vingança pessoal, que justificou sua prisão sob a alegação de que ele era "mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver" e pego na casa de um amigo. O poeta foi arrancado de sua prisão na madrugada do dia 19 e levado ao lugar do sacrifício nas ladeiras da serra. 

Nessa época, suas peças teatrais "A casa de Bernarda Alba", "Yerma", "Bodas de sangue", "Dona Rosita, a solteira" e outras, eram encenadas com sucesso. Sua execução, com um tiro na nuca, foi mais um assassinato cruel que bem demonstra o tipo de pensamento que norteia os fascistas.